A BYD cobra do governo o cumprimento do acordo de desoneração mediante investimentos no Brasil, enquanto fabricantes instaladas no país mobilizam resistência contra a prorrogação de incentivos. A ofensiva acontece em meio a discussões sobre cotas de importação para CKD e SKD.
A mudança envolve a possibilidade de o governo restabelecer cotas isentas para veículos híbridos e elétricos, além de peças semiacabadas para montagem local. A disputa centraliza-se na Camex e no desenho de estímulos aos fabricantes estrangeiros.
A Anfavea coordena o movimento contra a extensão de benefícios, argumentando que o mercado continua atrativo e que novas marcas ainda chegaram mesmo sem as desonerações. A BYD afirma apenas ter cumprido o pactuado, sem exigir novos benefícios.
Ponto de discórdia: as cotas de importação
Originalmente, caducou a redução do Imposto de Importação para CKD e SKD até 2028, para incentivar novas fábricas. A renovação depende de cotas transitórias condicionadas a investimentos locais. A BYD aponta que já comprovou aporte de bilhões de reais no Brasil e não teve as cotas liberadas.
Segundo a empresa, o complexo de Camaçari (BA) já gera 5 mil empregos diretos e investiu cerca de R$ 3 bilhões, sem recorrer a financiamentos públicos. A BYD afirma que não fez novos pleitos de incentivos fiscais.
A Anfavea lidera coalizão para barrar qualquer decisão favorável à BYD. A entidade destaca a chegada de 11 novas marcas ao Brasil recentemente, mesmo sem as desonerações pleiteadas, e trabalha com sindicatos e federações de indústria.
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