Um painel promovido pela Anbima, em São Paulo, discutiu o papel do Eco Invest Brasil na aceleração entre pesquisa e criação de empresas de tecnologia. O foco foi o 5º leilão do programa e o possível desbloqueio de capital para projetos arriscados. Participaram representantes do BB, da Krilltech e da Wyllinka, com mediação de Luiz Pires.
A apresentação de Mario Gouvêa de Almeida detalhou o desenho do quinto leilão. A estimativa é mobilizar entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões, tornando-o a maior edição já realizada do Eco Invest. O edital prevê seis fundos voltados a áreas como IA, minerais críticos, bioenergia e biofertilizantes.
Ao todo, o Eco Invest contará com R$ 9 bilhões do Tesouro para absorver parte do risco dos investidores privados, em uma linha de capital catalítico. Em cinco rodadas somadas, a expectativa é atingir próximo de R$ 200 bilhões mobilizados, após cerca de R$ 140 bilhões nas quatro edições anteriores.
Marcelo Rodrigues, fundador da Krilltech, explicou como a empresa nasceu da ligação entre indústria e academia. Ele descreveu dificuldades de acesso a financiamento e como a entrada de mecanismos públicos poderia acelerar trajetórias de inovação, reduzindo o tempo entre concepção e venda.
Ana Calçado, da Wyllinka, destacou que o principal entrave é a percepção de risco entre investidores. Ela citou a posição do Brasil no Global Innovation Index como área a melhorar e afirmou que a incerteza envolve tecnologia, mercado, modelo de negócio, equipe e capital.
Vilmar Thewes, do Banco do Brasil, apresentou o histórico em finanças sustentáveis da instituição. OBB teve incremento de recursos captados para sustentabilidade e destacou uso de instrumentos para ampliar o acesso a investimentos estratégicos. A visão é repetir esse formato com risco diluído entre investidores.
Eco Invest Brasil 5º leilão
Thewes enfatizou que o mecanismo permite maior escala com menor exposição ao risco. A expectativa é ampliar o apetite do mercado para projetos considerados arriscados demais para financiamento tradicional, mantendo o Ecob como referência de mercado global.
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