A inteligência artificial começa a redefinir a área de compras nas empresas, impactando desde cotações até gestão de aquisições. A tendência aponta para automatização de atividades repetitivas, liberando os compradores para funções estratégicas. Setores como atendimento, marketing e finanças já passaram pelo mesmo movimento.
Profissionais de compras passam a atuar como auditores de processos e gestores de governança de IA, em vez de executar tarefas transacionais. A visão é de maior controle sobre o fluxo de aquisição, com a tecnologia executando tarefas operacionais e o talento humano olhando para negociações, contratos e estratégia.
A automatização prometida pode reduzir burocracia interna e custos administrativos. Processos de compra, hoje lentos por múltiplas etapas, devem ganhar agilidade com IA, mantendo supervisão humana para garantir governança e conformidade.
Segundo a fundadora da Smarkets, a função do comprador deixa de ser operacional para tornar-se mais estratégica. A ideia é que a inteligência artificial orquestre o processo, com o profissional orientando e avaliando as decisões da máquina.
A empresa aponta ganhos potenciais de produtividade e redução de estruturas administrativas voltadas a atividades sem valor estratégico. O foco passa a ser atividades que gerem maior retorno financeiro.
Ainda que o mercado trate a IA como acelerador, especialistas ressaltam que o cenário atual é de experimentação. Empresas testam como automatizar sem comprometer governança, compliance e controle.
Para a Smarkets, o momento representa um grande laboratório de IA. O horizonte não está definido, mas tendências começam a aparecer. Além da IA, marketplaces corporativos e plataformas integradas ganham espaço.
A executiva afirma que a IA terá papel central, sem substituir completamente pessoas. A transformação deve privilegiar habilidades de análise, gestão e tomada de decisão, cada vez mais valorizadas pelos profissionais de compras.
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