A Meta vive um momento de humor depressivo entre colaboradores. Durante reunião interna, o diretor de tecnologia Andrew Bosworth afirmou que o moral da equipe está entre os piores das duas últimas décadas. A declaração ocorreu neste mês, com foco nas mudanças recentes da empresa.
A insatisfação tem origem em demissões, cortes salariais, transferências obrigatórias e um novo sistema de vigilância. Todos os componentes parecem refletir a prioridade da empresa na IA, alinhada à visão de Mark Zuckerberg sobre a tecnologia.
Causas da queda de moral
Em maio, a Meta reduziu cerca de 8 mil empregos, o equivalente a 10% da força global. Paralelamente, 10% adicional dos funcionários remanescentes foi reposicionado para atividades de rotulagem de dados para treinar modelos de IA. Dados indicam diminuição na remuneração média anual.
Situação financeira da empresa
Apesar do clima interno, a Meta manteve forte desempenho financeiro. Nos três primeiros meses de 2026, a receita ficou em 56,3 bilhões de dólares, com lucro líquido de cerca de 26,8 bilhões. O[@] crescimento ficou acima de 30% em relação ao ano anterior.
Investimento em IA e contexto do setor
A empresa planeja investir até 145 bilhões de dólares em 2026 em IA, aproximadamente 750 bilhões em conversões diretas, incluindo data centers, servidores e chips. O montante é quase o dobro de 2025 e acompanha movimentos de Amazon, Microsoft e Alphabet.
Panorama do mercado
Conjuntamente, grandes empresas devem destinar cerca de 725 bilhões de dólares a infraestrutura de IA em 2026. O movimento impacta o mercado de tecnologia, que já registra demissões significativas em diferentes frentes. A plataforma Layoffs.fyi aponta queda de mais de 118 mil empregos no setor neste ano.
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