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Move Brasil explica condições para entregadores financiarem motos ou bicicletas

Move Brasil: crédito para entregadores financiar motos e bikes, 48 meses, entrada zero; juros: 12,5% a.a. para homens e 11,5% a.a. para mulheres

A ideia é financiar a compra de bikes elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex — Foto: thianchai sitthikongsak/Getty Images
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O governo federal lança a linha Move Brasil – Entregadores e Motoapp para financiar motos e bicicletas usadas na atividade de entrega. A contratação nos bancos começa em 13 de julho, com condições que variam conforme o sexo do solicitante. O programa foca entregadores que atuam via aplicativos, com ou sem CLT.

O crédito financia bikes elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex de até 160 cilindradas, fabricadas no Brasil. Taxas variam entre 12,5% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, conforme dados oficiais. Hoje, o mercado cobra entre 25% e 30%.

O governo afirma que não há valor máximo definido para o veículo. Em condições vantajosas, um empréstimo de R$ 21 mil geraria parcela de aproximadamente R$ 552 mensais. O financiamento tem prazo de 48 meses, com duas parcelas de carência antes do pagamento.

Como aderir

Cadastro inicial ocorre em gov.br/movebrasil. Ao se inscrever, o profissional autoriza o compartilhamento de dados para verificar elegibilidade. Em até cinco dias úteis, a participação é confirmada, sujeita à análise de crédito.

Após a confirmação, o entregador pode procurar Caixa, BB ou instituições parceiras para a avaliação de crédito e contratação do financiamento. O programa não exige entrada e pode financiar 100% do bem, incluindo seguro prestamista.

Requisitos e elegibilidade

Para pessoas físicas, é necessário CNH categoria A, estar cadastrado em plataformas há pelo menos seis meses e ter realizado, no mínimo, cem corridas. O titular deve atuar com entrega ou transporte de passageiros, com vínculo celetista há seis meses.

Podem ser financiadas motos novas e bicicletas elétricas até 7.500W. Veículos devem ser fabricados no Brasil ou com projeto de produção nacional. A linha prevê apenas uma moto por CPF, com opção de itens como baterias de reposição para uso profissional.

Observações sobre a adesão

Ao cadastrar-se, o profissional autoriza o compartilhamento de dados. A aprovação do cadastro não garante crédito imediato, dependendo da avaliação da instituição financeira. Caso haja recusa, o interessado pode buscar regularização de débitos pendentes.

Público-alvo e alcance

Estimativas da Fazenda apontam de 700 mil a 1,2 milhão de entregadores em todo o país. A adesão depende de estar ativo em plataformas por, no mínimo, seis meses e ter 100 corridas concluídas.

O Move Brasil também prevê linha específica para empregadores, com foco em infraestrutura de recarga e troca de baterias. Empresas podem acessar capital de giro ligado a investimentos, limitado a 30% do valor.

Observação sobre o uso e fiscalização

A validação da atividade profissional será feita pelas plataformas e aplicativos. As informações compartilhadas com o governo embasarão o cumprimento dos requisitos de tempo e de entregas.

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