A Oracle anunciou a demissão de cerca de 21 mil funcionários em todo o mundo no último ano, conforme reestrutura seu negócio em torno da inteligência artificial (IA). A medida faz parte de um movimento de transformação da empresa.
Ao 31 de maio de 2026, a Oracle registrava aproximadamente 141 mil empregados em tempo integral, ante cerca de 162 mil no mesmo período do ano anterior. O relatório anual aponta que a adoção de IA provocou reduções na força de trabalho.
As mudanças ocorreram ao longo de 12 meses, com o corte de vagas já sendo discutido em abril, conforme relatos de funcionários sêniores. O conjunto de demissões impactou a composição da equipe global da companhia.
A empresa afirmou que a implantação de tecnologias de IA em suas operações tem resultado, e pode continuar a resultar, em reduções de quadro. A reestruturação também envolve custos significativos.
Segundo a companhia, os desligamentos geraram aproximadamente 1,8 bilhão de dólares em pagamentos de indenização e outros custos de reorganização no último exercício fiscal, número bem acima do registrado no ano anterior.
A Oracle alerta que a reestruturação pode ser disruptiva e pode causar escassez de profissionais qualificados em algumas funções, o que pode impactar a produtividade e os resultados.
No setor, a onda de cortes é acompanhada por grandes empresas de tecnologia que investem pesado em IA, como Amazon e Meta, que reduziram milhares de postos nos últimos meses para financiar infraestrutura de IA.
Estimativas de firmas de acompanhamento de empregos indicam que mais de 100 mil trabalhadores de tecnologia foram desligados no último ano, refletindo uma tendência global.
A empresa tem trabalhado na expansão de data centers para atender a demandas de IA, com planos de investir dezenas de bilhões de dólares em infraestrutura nos próximos meses.
Entre os passos estratégicos, a Oracle busca ampliar infraestrutura para atender grandes clientes de IA, incluindo plataformas como OpenAI e Meta, conforme reportagens anteriores.
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