O preço do petróleo recuou nesta segunda-feira, abrindo a semana com queda após avanços nas negociações pelo fim do conflito no Oriente Médio. O Brent para agosto caiu para US$ 78,77 por barril, às 7h12.
A cotação tinha recuado 7,74% na semana anterior, chegando a tocar abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde março, antes de subir novamente na sexta-feira.
A queda acompanha a manutenção do tráfego de navios pelo Estreito de Hormuz, rota que concentra cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
As negociações entre EUA e Irã ocorrendo na Suíça animaram o mercado. Representantes de Teerã chegaram ao encontro com a intenção de consolidar avanços dos dias anteriores.
O vice-presidente dos EUA afirmou que foi orientado pelo presidente a buscar um diálogo de alto nível com o Irã, visando melhorar as relações entre os dois países.
Entretanto, a política de enriquecimento de urânio do Irã continua sendo ponto de atrito. O vice-presidente americano condicionou a conclusão do pré-acordo ao fim dessa política, segundo declarações feitas antes das negociações.
O Irã anunciou na sexta-feira um possível novo bloqueio do Estreito de Hormuz, mas o governo dos EUA negou a possibilidade de um fechamento. O vice-presidente JD Vance afirmou não haver evidências de novo bloqueio.
O Estreito de Hormuz é um corredor estratégico que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente passava pelo estreito.
A importância da rota vai além do petróleo, pois a interrupção de sua passagem pode pressionar preços e afetar cadeias de abastecimento globais, incluindo combustíveis e fertilizantes.
A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar regula a passagem em trânsito pelo estreito, garantindo travessia contínua para navios e aeronaves, civis e militares, sem autorização prévia.
Entre na conversa da comunidade