O mercado de prédios de escritórios em São Paulo mostra recuperação constante desde a pandemia. A retomada ocorre com a redução do home office, impulsionando a ocupação, mas exigindo melhorias nos edifícios.
Gestores de fundos imobiliários relatam que a volta ao presencial não se traduz apenas em contratação. Empresas já contratadas voltam ao escritório, elevando a demanda por espaços maiores e melhor equipados.
O movimento ficou evidenciado com a Nubank, que planeja ocupar dois novos prédios a partir de 2027, incluindo a Cyrela Corporate by Pininfarina. O projeto prevê 35 mil m² e espaço para mais de 3 mil trabalhadores.
A dinâmica de ocupação também impacta a vacância. Em Pinheiros, Faria Lima e Paulista, a demanda supera a oferta, o que reduz áreas ociosas em empreendimentos como o Pinheiros One, da Barzel Properties, que reduziu a vacância de 30% para abaixo de 10%.
No quê a retomada se traduz? Em serviços internos, alimentação e flexibilidade de horários. Edifícios com lojas, restaurantes, academias e acessibilidade ao transporte público ganham preferência entre locatários.
Novo formato de escritório e sustentabilidade
Projetos como Biosquare, em Pinheiros, priorizam integração com áreas verdes, iluminação natural e áreas de convivência, com previsão de entrega para 2026. O empreendimento já contempla áreas abertas ao público.
Construções com certificação LEED ganham espaço. A 3Z Realty aposta em prédios com qualidade do ar, conforto acústico e iluminação eficiente, buscando tornar os escritórios mais agradáveis para quem trabalha neles.
Outros diferenciais incluem lajes amplas, plantas flexíveis e tecnologia embarcada. O objetivo é oferecer ambientes que promovam colaboração e bem-estar, alinhados à volta gradual das equipes ao trabalho presencial.
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