A Prefeitura de São Paulo entregou neste domingo 21 um lote de 500 ônibus elétricos para o sistema de transporte público. A iniciativa amplia a frota local e consolida a maior operação desse tipo no Brasil, com a cidade passando a ter 1.759 veículos elétricos em operação.
Os ônibus foram apresentados em frente à Marginal Tietê, em uma cerimônia que ocupou duas filas ao longo de 7,2 quilômetros de via interditada. A entrega integra a estratégia municipal de reduzir emissões do transporte público e substituir a frota movida a diesel conforme normas locais.
Impacto ambiental e financeiro
Segundo a prefeitura, a nova leva evita o consumo de cerca de 20 milhões de litros de diesel por ano e reduz a emissão de CO₂ em mais de 45 mil toneladas anuais. Também se estima queda de NOx em 110,6 toneladas e de particulados em 0,93 tonelada.
A cidade projeta que o conjunto de 500 veículos representa o plantio equivalente de 3,2 milhões de árvores, com cada ônibus contribuindo para o equivalente a cerca de 6.400 árvores e uma redução anual de aproximadamente 87 toneladas de CO₂ por veículo.
Financiamento e alcance do programa
Para renovar a frota elétrica, São Paulo estruturou um programa de investimentos de 6,5 bilhões de reais, com recursos nacionais e internacionais, incluindo financiamento do BNDES. A gestão municipal vê o movimento como marco da mobilidade sustentável no país.
Os 500 novos ônibus integram uma frota que transporta mais de 7 milhões de passageiros por dia. Todos os veículos contam com ar-condicionado, Wi-Fi, entradas USB e acessibilidade, reforçando a qualidade do serviço público.
Composição da frota e tecnologia
Entre os modelos, a nova entrega soma 22 ônibus médios, 215 básicos, 159 padron de 13,2 metros, 64 articulados de 21 metros e 40 articulados de 23 metros. Dentre eles, 20 contam com câmeras do Smart Sampa, programa de monitoramento urbano.
Motoristas e operadores relatam melhoria na operação diária. Uma motorista destacou o silêncio, o conforto e a potência dos veículos, percepções que também são compartilhadas por instrutores e passageiros desde os primeiros dias de uso.
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