As agroindústrias de Santa Catarina trabalham para reverter o veto da União Europeia às importações de carnes, pescados e mel do Brasil, que entra em vigor em setembro por falta de dados sobre o uso de antibióticos na produção. O bloqueio envolve informações técnicas que precisam ser encaminhadas ao bloco pela autoridade brasileira.
Segundo o Sindicarnes, as empresas afirmam cumprir as exigências sanitárias europeias e aguardam o envio, pelo Ministério da Agricultura, do relatório com dados sobre antimicrobianos. A expectativa é que, com esse material, a UE reavalie a decisão.
Em 2024, Santa Catarina exportou 60,2 mil toneladas de carne de frango para a UE, com receita de 199,64 milhões de dólares, cifra semelhante aos valores de 2025. O veto também alcança mel e pescados, porém com participação menor no total das vendas ao bloco.
Dados de exportação e participação de mercado
Entre janeiro e maio deste ano, a UE representou 17,3% da receita e 11,1% do volume das exportações catarinenses de carne de frango. O estado mantém foco em regularização técnica para sustentar o comércio com o bloco e evitar interrupções futuras.
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