A movimentação de cargas na ferrovia entre Mafra e São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, pode subir até 75% até 2050, segundo estimativas para a nova concessão do lote Corredor Paraná–Santa Catarina, da Malha Sul. Hoje, a linha de 212 quilômetros movimenta cerca de 3 milhões de toneladas por ano, principalmente grãos destinados ao Porto de São Francisco do Sul.
A projeção considera a entrada em operação de outras ferrovias em regiões de alta produção agrícola e o crescimento de cargas próprias e de tráfego por direito de passagem na Malha Sul. O estudo aponta 3,5 milhões de toneladas em 2030, com tendência de alta até o fim do contrato.
Investimentos e melhorias
O trecho Mafra-São Francisco do Sul é o único em operação da Malha Sul em Santa Catarina. Para a concessão do Corredor Paraná–Santa Catarina, estão previstas melhorias de cenário com investimentos de R$ 608 milhões, incluindo modernização da via, troca de trilhos e dormentes, entre outros.
A concessão vigente encerra em 2027. O governo federal avalia prorrogar a operação atual por até dois anos até a conclusão do novo leilão. Audiências públicas sobre o projeto estão autorizadas pela ANTT para julho, em cidades como Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.
Cronograma previsto
Segundo a ANTT, a consulta pública ocorre até agosto, o edital é esperado até dezembro e o leilão do novo contrato deve acontecer a partir de 2027. O objetivo é definir as condições da nova gestão da Malha Sul, incluindo o segmento Mafra–São Francisco do Sul.
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