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VP da BYD: brigar com o governo não é boa ideia após Anfavea ameaçar cotas

BYD teme retorno de cotas para importação de híbridos e elétricos; Anfavea ameaça ir à Justiça conforme Camex decide hoje sobre renovação

Direção da entidade que representa as montadoras tradicionais eleva o tom ante a possibilidade de decisão, nesta terça, 23, beneficiar a importação de carros elétricos
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O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que brigar com o governo nunca é bom, ao comentar a ameaça da Anfavea de recorrer à Justiça para contestar cotas na importação de veículos híbridos e elétricos. A declaração ocorreu após a entidade representing montadoras tradicionais anunciar a possibilidade de medidas jurídicas diante de mudanças previstas.

A Anfavea sinalizou que pode acionar o judiciário caso haja retorno das cotas de importação, que vigoraram por seis meses até janeiro. A pressão acontece à espera de decisão da Camex sobre a renovação dos benefícios, prevista para terça-feira, 23. O tema concentra atenções sobre investimentos anunciados pelas montadoras.

Contexto e impactos

Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, informações não oficiais indicam recomendação do CAT pela volta das cotas. A direção reconhece riscos aos investimentos de cerca de R$ 140 bilhões feita pelos associados, incluindo a BYD, que opera fábrica em Camaçari, na Bahia, com produção de veículos finalizados localmente.

Baldy reforçou que os benefícios de importação foram acordados para viabilizar investimentos no complexo baiano e que a isenção é necessária na transição rumo a maior conteúdo nacional na produção. A BYD afirma cumprir o compromisso com o Brasil, gerando empregos e atraindo investimentos estrangeiros.

Próximos passos

Calvet disse que o máximo aceitável é o cronograma previamente negociado para o aumento gradual do imposto de importação, sem romper o acordo firmado. Ele citou falta de transparência na divulgação pública das decisões e informou que soube da renovação das cotas por meio de fontes do CAT, não confirmadas pelos portais oficiais.

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