O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato do Novo, defendeu nesta segunda-feira uma agenda de ajuste fiscal para o Brasil. O debate ocorreu em Brasília, em evento promovido pela CNI. Zema pediu nova reforma da Previdência, reforma administrativa e revisão de programas sociais, dizendo que é necessário um “choque contra a gastança”.
O candidato afirmou que a redução de despesas públicas é condição para a queda dos juros e para incentivar investimentos privados. Segundo ele, a expectativa de vida mais alta exige mudanças nas regras previdenciárias, enquanto a máquina pública precisa de eficiência alcançada com a reforma administrativa.
Ainda na área social, Zema defendeu revisar programas assistenciais. Ele argumentou que parte dos beneficiários permanece dependente de transferências mesmo com oportunidades de emprego, e que quem recusa ofertas de trabalho não deveria continuar recebendo benefícios.
Reforma fiscal e custos do crédito
Ao apresentar propostas, Zema articulou três grandes choques: moralidade na gestão pública, contenção de gastos do governo federal e combate à criminalidade. Ele destacou o custo do crédito como entrave ao crescimento, afirmando que controle de gastos e redução de juros podem ampliar a produtividade.
Zema criticou propostas que não enfrentam a baixa produtividade da economia, citando, como exemplo, o debate sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, medidas desse tipo não elevariam a renda nem a riqueza do país.
Trajetória e resultados no âmbito estadual
O pré-candidato destacou sua gestão em Minas, afirmando que o estado saiu de déficit de R$ 11 bilhões em 2018 para superávit de R$ 4 bilhões em 2024. Segundo ele, houve atraso de repasses a municípios, dívidas com servidores e obras paralisadas sob outra administração.
Na área de segurança pública, Zema citou políticas de combate ao crime organizado e a redução de ataques a instituições financeiras. Ele mencionou ainda que Minas teve zero invasão de terras durante seu governo e elogiou experiências internacionais no enfrentamento à violência.
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