O Banco Digimais, instituição digital criada em 2020 a partir da reestruturação do antigo Banco Renner, enfrenta investigação da Polícia Federal. A operação Miragem apura um esquema de fraude relacionado à gestão da instituição e envolve supostas manipulações contábeis para ocultar a real situação financeira.
Segundo a PF, os interrogados teriam utilizado relatórios do Banco Central para maquiar demonstrativos contábeis e registros regulatórios. O objetivo seria apresentar solvência perante autoridades de fiscalização e viabilizar operações possivelmente irregulares.
Em abril, o BTG Pactual informou ter fechado um acordo de intenção de compra do Digimais, com o objetivo de definir o valor de referência para a alienação das ações em processo competitivo. A conclusão dependia de aprovações regulatórias do BC e do Cade, entre outros fatores.
Em 2025, o empresário Maurício Quadrado anunciou a aquisição do banco por meio de uma injeção de 800 milhões de reais. O negócio, porém, foi cancelado. O Digimais teve controle total assumido pelo empresário em 2020, mantendo Edir Macedo como acionista minoritário desde 2009.
O Digimais aponta, em seu site, mais de 145 mil clientes e mais de 150 funcionários. Em 31 de dezembro de 2025, a instituição informou lucro líquido de 31 milhões de reais. A instituição também destacou liquidez robusta, com caixa equivalente a 2,7 vezes o patrimônio líquido, investido em títulos públicos com liquidez diária.
Em maio, o banco divulgou nota negando irregularidades contábeis e alegando que as acusações eram inverídicas, classificando-as como tentativa de dano à imagem. A mensagem permanece em janela pop-up na página inicial.
A reportagem entrou em contato com o banco, mas não obteve resposta por telefone ou e-mail. Foi feito pedido de posicionamento pela Ouvidoria, e o Poder360 continua buscando manifestações oficiais para esclarecer o assunto.
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