O cenário internacional atrai mais atenção no Brasil diante de desdobramentos políticos, econômicos e comerciais. Entre escândalos, inflação e juros, o país também observa movimentos de grandes blocos que podem impactar o agronegócio e o mercado externo.
Autoridades chinesas anunciaram, em março, o plano quinquenal 2026-2030. A agenda prioriza produtividade, inovação e transição verde, com foco no bem-estar da população. Em junho, metas para agricultura e tecnologia aparecem como eixo central.
China: foco na agricultura, tecnologia e alimento
O governo chinês pressiona a modernização agrícola para ampliar eficiência e competitividade, com uso de IA e tecnologia de ponta. A meta é elevar a participação científica no desenvolvimento rural de 64% para 67% até 2030. A produção de grãos deve subir de 715 para 725 milhões de toneladas.
Pequim também planeja ampliar melhoramento genético, ampliar o uso de máquinas movidas a energia limpa e explorar novas alternativas alimentares. Com isso, o Brasil, principal fornecedor, pode enfrentar menor demanda por importações no longo prazo.
ASEAN e a visão de longo prazo
A Associação de Nações do Sudeste Asiático aposta no projeto ASEAN 2045: um bloco resiliente, inovador e dinâmico. A meta é que a região seja a quarta maior força econômica mundial até 2045. A iniciativa envolve cooperação setorial e investimentos públicos-privados.
Estados Unidos: impulso à indústria nacional
Nos EUA, o movimento Reindustrialize reuniu mais de 1.500 líderes em Detroit para tratar de uma era de dinamismo industrial. A cúpula de 2026 prioriza capital humano, inovação, defesa, energia e IA, com foco em reduzir dependência externa.
Patrocinadores incluem GM, Boeing, JP Morgan e Siemens, reforçando o peso corporativo na pauta. O objetivo central é tornar a base industrial americana mais eficiente e competitiva.
União Europeia: mercado interno e descarbonização
A UE apresentou o Industrial Accelerator Act para fortalecer a produção europeia e acelerar a descarbonização. A regulamentação incentiva conteúdo local e compras públicas com menor emissão de poluentes, ampliando setores como energia eólica e baterias.
O bloco também avança com o programa One Europe, One Market, e o Horizon Europe, com orçamento de até 175 bilhões de euros em 2028-2034. O foco é ampliar produtividade e inovação regional.
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