O que aconteceu: a Polícia Federal investiga o Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, em um possível esquema fraudulento. A operação envolve bloqueio de ativos ligados ao banco. A apuração aponta desvios no sistema financeiro.
Quem está envolvido: Edir Macedo é o titular de controle do banco. O conglomerado dele abrange igreja, mídia e áreas financeiras, com atuação em vários setores da economia.
Quando e onde: a atuação da PF ocorreu recentemente, com desdobramentos nacionais. O foco é o Digimais, instituição com vínculos diretos com o grupo de Macedo.
Por que isso importa: o caso expõe a faceta empresarial do líder religioso, além da Igreja Universal do Reino de Deus e do Grupo Record, que já somam ativos significativos no país.
Estrutura dos negócios
A base é a Igreja Universal, fundada em 1977, com templos em mais de 100 países. A organização financia seu funcionamento principalmente por doações de fiéis.
Comunicação e mídia
O Grupo Record, adquirido em 1989, é o principal ativo de mídia. A rede inclui Record TV, portal de notícias e a veia jornalística Record News, além do canal R7. A Rádio Aleluia atua no setor musical e informativo.
Mercado editorial e música
A Unipro Editora publica obras religiosas, incluindo a biografia de Macedo, que alcançou boa vendagem. O selo Line Records chegou a ser referência no gospel, com artistas e conteúdos alinhados à doutrina.
Setor financeiro e imobiliário
O Banco Digimais oferece contas digitais, cartões e investimentos. O grupo também possui um vasto portfólio imobiliário, com templos grandiosos como o Templo de Salomão, além de imóveis comerciais e residenciais.
Conexões entre as frentes
A igreja gera audiência para produtos de mídia e editorial. A Record funciona como plataforma de divulgação para projetos ligados à IURD. O financeiro e o imobiliário fortalecem a solidez e a expansão do conglomerado.
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