A Fiesp criticou a decisão do Gecex de criar cotas adicionais de importação com alíquota zero para veículos eletrificados CKD e SKD. A medida foi aprovada nesta terça-feira (23) e faz parte de alterações nas regras de importação de veículos no país.
O Gecex manteve o cronograma de elevação das tarifas para veículos elétrificados e híbridos. A partir de julho, a alíquota para veículos eletrificados montados e SKD sobe para 35%. Em janeiro de 2027, o CKD também terá tarifa de 35%.
Além disso, o órgão propôs cotas adicionais com alíquota zero por seis meses, a partir de julho do próximo ano. O montante previsto é de US$ 463 milhões, mantido no patamar vigente até janeiro deste ano.
A Fiesp informou ter recebido a decisão com preocupação, alegando que a medida prejudica a indústria instalada no Brasil. A entidade sustenta que as novas cotas contrariam decisões anteriores do próprio Gecex, que teriam encerrado esse mecanismo.
Para a Federação, a mudança compromete a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que alterações repentinas afetam toda a cadeia automotiva brasileira e desincentivam investimentos locais.
A discussão ocorre em meio aos esforços das montadoras para ampliar a produção nacional de veículos eletrificados. Enquanto o governo defende manter o cronograma de recomposição tarifária, a indústria argumenta que as cotas podem reduzir a competitividade de investimentos realizados no país. Também há preocupação com emprego e desenvolvimento da cadeia automotiva local.
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