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Fitch aponta possibilidade real de quebra do banco um dia antes da operação

Fitch aponta possibilidade real de quebra do Digimais um dia antes da operação; Justiça bloqueia R$ 670 milhões da instituição

Banco Digimais, do grupo do bispo Edir Macedo
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A Fitch apontou a possibilidade real de quebra do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, um dia antes da deflagração da operação da PF. A agência rebaixou o rating nacional da instituição e destacou vulnerabilidade da instituição diante do cenário econômico.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de 670 milhões de reais do banco na manhã desta terça-feira. A medida ocorre no contexto de investigações em curso relacionadas à instituição.

A Fitch ressaltou que a margem de segurança do Digimais está muito baixa, o que torna a instituição altamente vulnerável a deterioração do ambiente de negócios. A nota pública cita risco de calote ou de falência.

No dia 20 de maio, o Digimais emitiu uma nota contestando irregularidades contábeis e investigações veiculadas pela imprensa. A instituição afirmou que não há provas e que fatos teriam sido deturpados.

A nota segue afirmando o compromisso com a legalidade e com a transparência de todas as operações, balanços e movimentações financeiras, que seriam auditados regularmente pelos órgãos reguladores.

Contexto da operação e próximos passos

A operação da PF, realizada na manhã de hoje, envolve a instituição financeira do bispo e é acompanhada por decisões da Justiça Federal. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre as suspeitas.

A decisão de bloqueio de ativos visa sustentação de investigações em curso, sem que haja confirmação de responsabilização imediata. O histórico de auditorias e a conformidade regulatória foram citados pela instituição.

As informações disponíveis indicam que o Digimais continua em funcionamento, mas com controles reforçados e monitoramento de autoridades. O caso permanece sob análise de órgãos reguladores e do Ministério Público.

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