A geração solar no Brasil atingiu 55 GW de potência instalada operacional, representando 22,2% da matriz elétrica. O marco foi registrado no início deste ano, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A geração própria responde por 37,6 GW, concentrados em telhados e terrenos, enquanto 17,6 GW pertencem a usinas conectadas ao SIN.
Ao todo, mais de 147 mil novos sistemas foram instalados no primeiro trimestre, elevando o total para 228,7 mil propriedades conectadas à energia solar. A maior parte da demanda vem de residências, que respondem por 69,2% das unidades consumidoras, seguidas por comércios com 18,4% e propriedades rurais com 9,9%.
A escala tem impulsionado investimentos bilionários. A solar acumula mais de R$ 251,1 bilhões desde 2012, gerou 1,6 milhão de empregos verdes e arrecadou mais de R$ 78 bilhões em tributos. Além disso, a redução de consumo na conta de energia é citada como benefício econômico para famílias e empresas.
Desafios regulatórios
Mesmo com o crescimento, o setor enfrenta entraves regulatórios, como cancelamentos de projetos por distribuidoras locais e falta de ressarcimento quando há cortes na geração de usinas centralizadas pela ANEEL. No microgeração, há restrições técnicas sobre o fluxo de energia na rede.
Para o setor, são propostas atualizações no marco regulatório da micro e minigeração distribuída. A ideia é facilitar o processamento de novos projetos e reduzir obstáculos para investidores.
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