A inteligência artificial não extinguirá a gerência intermediária, mas a transformará em uma função estratégica, afirma Brett Hurt em coluna publicada pela Fortune. Segundo ele, o papel continuará existindo, porém com novas atribuições.
Hurt cita estudos e movimentos corporativos para embasar a ideia de mudança. Ele destaca projeção da Gartner de que 20% das empresas reduzirão pela metade a gerência intermediária até 2026, além de iniciativas da Amazon, Walmart e Microsoft.
Para o empresário, a redução de camadas não representa o fim da gestão, e sim o enfraquecimento do modelo tradicional. Com IA mais acessível, o gargalo de distribuição de informações deixa de existir, sustentando a transformação.
O autor aponta a convergência de quatro tecnologias, que batizou de “Superfecta”: IA, robótica, computação quântica e interfaces cérebro-computador, para acelerar a mudança estrutural. A ideia é redesenhar a hierarquia corporativa.
Hurt contrasta dois modelos: o linear, com autoridade de cima para baixo, e o esferismo, centrado no propósito e na cooperação entre equipes, com menos dependência de camadas. A liderança passa a mirar mais contextos e pessoas.
A pesquisa da Harvard Business Review sobre a plataforma Agentforce, da Salesforce, é usada para sustentar que IA pode assumir funções de coordenação. Ainda assim, gestores manteriam o julgamento humano e a gestão de pessoas.
Como resultado, o conceito de “Gerente de Meridiano” surge como ligação entre o propósito organizacional e as operações diárias. Essa função supervisionaria a interação entre sistemas de IA autônomos e equipes humanas.
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