O Itaú vai aumentar a exigência de presença física de funcionários a partir de 2028. A mudança afeta trabalhadores em regime semi-presencial, que passarão a ir ao escritório três dias por semana. Hoje, a regra vigente é de oito dias presenciais por mês.
Para superintendentes, a adaptação ocorre antes, a partir de janeiro de 2027. Nessa fase, a presença será de quatro dias por semana, já como ocorre com diretores. A transição será gradual, segundo o banco, para permitir ajustes familiares e pessoais.
O Itaú explicou que planejou um cronograma para que equipes se organizem sem sobressaltos. A instituição ressaltou a necessidade de acomodar rotinas de trabalho com as demandas familiares durante a implementação.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou ter sido surpreendido pela decisão. A entidade pediu reunião para discutir impactos e condições de retorno presencial. Relatos de insuficiência de espaços também foram mencionados.
Os representantes sindicais disseram que acompanharão de perto a evolução da medida. A pauta inclui verificação de disponibilidade de espaços e adequação de infraestrutura para o retorno ao escritório.
Essa tendência de retorno ao presencial já é observada em outros bancos. Em novembro passado, o Nubank anunciou retorno de pelo menos dois dias por semana a partir do segundo semestre de 2026. O Bradesco também reduziu o home office para quase 900 funcionários em janeiro.
No ano anterior, o Itaú divulgou a demissão de cerca de mil funcionários em regime híbrido ou remoto. A justificativa foi uma revisão de condutas ligadas ao trabalho remoto e ao registro de jornada.
Reação e contexto
A mudança do Itaú ocorre em um momento em que o setor financeiro avalia modelos de trabalho. O banco reforça que a transição busca equilíbrio entre produtividade e bem-estar. Ainda não há detalhes sobre exceções por tipo de função ou localidade.
Espaços e infraestrutura
Especialistas destacam a importância de ajustes físicos nas unidades para atender à demanda, o que pode influenciar prazos de implementação. Questionamentos sobre disponibilidade de mesas, salas e conflitos com agendas já foram levantados pelos sindicatos.
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