A Oracle anunciou a redução de cerca de 21 mil cargos no último ano, conforme reduz o quadro de funcionários para acelerar investimentos em inteligência artificial e infraestrutura de computação. A queda acompanha a transformação tecnológica global, com empresas redirecionando recursos para IA. O efetivo caiu de aproximadamente 162 mil no fim do último ano fiscal para cerca de 141 mil em maio.
A empresa, com sede em Austin, no Texas, registrou custos com indenizações e reestruturação de US$ 1,84 bilhão. O movimento ocorre em meio a um cenário de cortes em tecnologia para financiar plataformas de IA, visando acelerar o desenvolvimento de modelos e serviços de computação em nuvem.
Estrutura de IA e investimento em data centers
A aposta da Oracle em IA se alinha a uma tendência entre grandes empresas de tecnologia, que reduzem equipes tradicionais para priorizar IA. Amazon e Meta Platforms também anunciaram cortes, mantendo foco no crescimento de capacidades de IA e infraestrutura.
Ao mesmo tempo, a empresa projeta investimentos significativos em data centers. O objetivo é ampliar a capacidade de treinamento e operação de modelos de IA, buscando competitividade frente a parceiros e concorrentes do setor.
Planos de capital e contratos estratégicos
A Oracle prevê gastar até US$ 70 bilhões em despesas de capital neste ano fiscal, acima dos US$ 55,7 bilhões do período anterior. A estratégia envolve acordos de longo prazo para fornecer capacidade computacional, incluindo contratos com a OpenAI.
Mercado acompanha o ritmo da corrida por IA, com investidores atentos à relação entre gastos e retorno. A empresa reconheceu riscos em documentos regulatórios, como possibilidade de não recuperar os investimentos caso o desempenho seja abaixo do esperado.
Impactos no emprego e no modelo de crescimento
A reestruturação aponta para uma mudança no modelo de crescimento do setor, priorizando automação e infraestrutura em vez da expansão com mais postos. Especialistas veem futura redistribuição de vagas em dados, computação avançada e desenvolvimento de sistemas.
As grandes empresas continuam firmes na visão de que IA será a principal plataforma de crescimento da próxima década, ainda que os gastos bilionários gerem incertezas sobre prazos de retorno financeiro.
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