A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem nesta terça-feira (23/06) contra supostas fraudes no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A ação mira irregularidades em demonstrações contábeis e registros regulatórios.
Mais de 50 agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão autorizou o afastamento de sigilos bancário e fiscal, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até 670 milhões de reais.
Segundo a PF, os investigados teriam usado fundos de investimentos para ocultar a real situação econômico-financeira do banco, apresentando aparente solvência aos órgãos de controle.
Relatórios do Banco Central subsidiaram as apurações, que apontam manipulação de dados contábeis para viabilizar operações irregulares. A defesa do Digimais não se comentou rapidamente.
Entre os investigados estariam dirigentes do Digimais, como o bispo João Urbaneja, próximo a Edir Macedo, e o filho dele, Thiago Urbaneja, além de donos do grupo ID, que gere os fundos do banco. Edir Macedo não foi alvo das buscas.
O Digimais foi fundado em 1981 como Banco Renner, no Rio Grande do Sul. Em 2020 passou por reestruturação para atuar como banco digital e passou a ser controlado integralmente por Macedo.
Em abril, o BTG Pactual confirmou acordo para adquirir o Digimais. As partes não comentaram o negócio de imediato, conforme apuração.
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