A Polícia Federal abriu a Operação Miragem para apurar suposta fraude financeira no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo. A investigação aponta que a instituição adotou um modelo operacional semelhante ao do extinto Banco Master, alvo de crise financeira anterior. Ao todo, nove mandados de busca e apreensão são cumpridos.
Segundo a PF, o Digimais alterou registros contábeis e regulatórios para apresentar uma situação financeira falsa e transmitir uma imagem de solvência aos órgãos de fiscalização. A operação também envolve a ideia de que houve captação de recursos com CDBs em patamares acima do mercado.
Os agentes informam que Edir Macedo não foi alvo de busca por residir no exterior, mas teve o sigilo autorizado pela Justiça. Houve ainda bloqueio de bens do líder religioso. A PF sustenta que a instituição usou a garantia do FGC para ampliar liquidez e mascarar passivos.
Conexões com o Banco Master
A PF descreve que o caso do Master serviu de modelo para ações do Digimais, com prática de gestão de ativos e emissão de títulos com remuneração desproporcional. A investigação aponta que a diretoria explorou a confiança dos depositantes no sistema de proteção para ocultar deterioração da carteira de crédito.
Histórico de operações e ativos
Ao menos R$ 600 milhões em carteiras de direitos creditórios ligados ao Master eram mantidos pelo Digimais, segundo a investigação. A PF cita a tentativa de compra do Digimais pelo ex-sócio do Master, Maurício Quadrado, em 2025, barrada pelo Banco Central.
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