A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira mandados de busca e apreensão emitidos por um tribunal federal de São Paulo. O alvo é o banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A ação visa detectar provável manipulação de demonstrativos contábeis para ocultar a real situação financeira.
A PF informou que os mandados também autorizavam o congelamento e a apreensão de ativos até R$ 670 milhões. Os investigadores apontam possíveis registros regulatórios manipulados para sinalizar solvência aos órgãos de controle e viabilizar operações irregulares.
O Digimais não respondeu imediatamente a solicitações de comentário. Em abril, o BTG Pactual confirmou acordo para aquisição do banco, que atua com crédito e forte foco em financiamentos de automóveis. O negócio depende de condições regulatórias e contratuais.
Contexto regulatório e cenário atual
A Reuters destacou que o acordo com o BTG foi analisado em função de regras introduzidas recentemente para instituições ligadas ao FGC, após o colapso do Banco Master. Fonte familiarizada com o tema informou que algumas condições anteriores à assinatura não teriam sido cumpridas.
Em caso de continuidade, o BTG pode optar por não seguir adiante com a operação. O banco uruguaio não comentou sobre o assunto. O Digimais pretende manter o foco em crédito no segmento automotivo, segundo apresentações da empresa.
O Digimais já havia sido alvo de interesse de interessados externos após a liquidação do Banco Master, em novembro. A empresa informou que houve uma negociação anterior que não foi concluída, sem detalhar motivos.
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