Durante a Semana do Clima de Londres, a startup brasileira Re.green anunciou uma parceria de 20 anos com a farmacêutica Novo Nordisk para restaurar cerca de 500 hectares de áreas degradadas na Amazônia. O acordo visa financiar restaurações por meio de créditos de carbono, com emissão prevista de aproximadamente 87 mil remoções ao longo do contrato.
Parcerias com o setor de saúde
A iniciativa marca a entrada da Re.green no setor de saúde, após acordos prévios com grandes empresas de tecnologia, telecomunicações e alimentação. Nas últimas semanas, foram gerados os primeiros créditos de carbono de um projeto com a Microsoft. O CEO Thiago Picolo afirma que a estratégia é ampliar as fontes de financiamento para as restaurações florestais por meio de parcerias com empresas líderes.
A Novo Nordisk passa a integrar o grupo de companhias que investem em restauração como parte de estratégias de descarbonização. A empresa mira emissões líquidas zero até 2030 em operações e cadeia de valor, com a restauração de ecossistemas entre as frentes de atuação. A relação entre conservação ambiental e bem-estar humano é ressaltada pela startup.
Detalhes do projeto na Amazônia
O projeto será executado em Paragominas, no leste do Pará, em área degradada. A restauração combinará regeneração natural com plantio ativo, usando apenas espécies nativas da Amazônia. O monitoramento ocorrerá por imagens de satélite e dados de campo ao longo de 20 anos.
Segundo Picolo, o acordo de duas décadas está alinhado a iniciativas de longo prazo que exigem investimentos consistentes nos primeiros anos. Além da captura de carbono, o projeto visa benefícios para a biodiversidade, recursos hídricos e geração de renda ligada a cadeias de sementes e mudas na região.
A parceria também foi impulsionada pelo Earthshot Prize, que reconheceu a Re.green como uma solução com potencial de escala. O prêmio, promovido pelo príncipe William, acelerou conversas com a Novo Nordisk ao ampliar credibilidade no mercado.
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