A aprovação da PEC que reduz a escala de trabalho 6 X 1 pode elevar os preços ao consumidor, segundo a Abimaq. A entidade aponta que, no funcionamento atual, mudanças na jornada afetam investimentos, oferta de mão de obra qualificada e, consequentemente, o custo final.
Para a Abimaq, a transição proposta gera custos adicionais. A associação sustenta que, no caso da indústria de máquinas e equipamentos, o repasse ao consumidor seria inevitável, devido a impactos indiretos sobre componentes, insumos e serviços.
A entidade afirma que o prazo de transição é insuficiente. A primeira redução exigiria 60 dias; a segunda, 1 ano. Países que adotaram reduções completas tiveram períodos de maturação próximos a 10 anos, conforme a avaliação da Abimaq.
A Abimaq ressalta que não é contrária à mudança, mas defende ajustes na execução, preferencialmente fora de período eleitoral. A defesa é por um processo mais gradual, com avaliação de impactos setoriais e maior tempo de planejamento.
NOTA DA ABIMAQ
Em maio, a associação já havia publicitado preocupações sobre a PEC. A nota reconhece o debate sobre qualidade de vida no trabalho, mas aponta problemas no relatório, destacando prazos considerados inexequíveis e a ausência de transição para o fim da escala 6 X 1.
A entidade também cita a ausência de exceções para setores com dinâmicas específicas e regras rígidas que dificultariam regulamentação setorial por meio de lei complementar. O relatório seria inadequado para ajustes finos exigidos pelo setor.
Para o setor de máquinas e equipamentos, o impacto adicional estimado é de 12,7% sobre a mão de obra, valor que a Abimaq afirma que seria repassado ao consumidor.
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