Brasil deverá leiloar a concessão de 21 aeroportos ainda neste ano, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. O objetivo é acelerar investimentos que, apenas com recursos públicos, levariam mais tempo para ocorrer.
A mudança faz parte de uma estratégia maior de ampliar a conectividade aérea e modernizar a infraestrutura. O governo planeja utilizar a experiência de Brasília como referência para próximas etapas, incluindo aeroportos regionais.
O governo aponta que o modelo de concessão mantém a propriedade da União, enquanto a operação fica a cargo de empresas privadas por contrato. Assim, a iniciativa busca ampliar investimentos em terminais modernos e eficientes.
Segundo o Ministério, a parceria público-privada pode acelerar obras que demorariam anos sob financiamento público, fortalecendo a conectividade nacional e o atendimento a passageiros.
Experiência brasileira
Atualmente, 72 aeroportos operam sob gestão privada, incluindo Congonhas, Galeão e o Terminal de Brasília. Esses casos costumam ser citados como exemplos de melhoria na prestação de serviços.
No ano passado, o Brasil transportou cerca de 130 milhões de passageiros, conforme dados oficiais. O volume representa o maior patamar histórico da aviação brasileira.
Para 2026, o governo prevê 40 concessões de infraestrutura logística, sendo 21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia. O pacote compõe uma das maiores agendas de investimentos recentes.
Panorama do aeroporto de Brasília
Antes da concessão, o terminal passou por mudanças rápidas para a Copa do Mundo de 2014. A Inframerica assumiu a gestão em 2012, com obras aceleradas.
A concessionária dobrou o viaduto de aeronaves e aumentou o pátio em 67%. Também investiu em balcões, totens, self bag drop e novas esteiras de bagagens.
A ampliação incluiu sanitários, mais vagas de estacionamento e melhorias nas salas de embarque. Em 18 meses, salas novas e áreas ampliadas mudaram a experiência de viagem.
A capacidade do aeroporto saltou de 16 milhões para 25 milhões de passageiros por ano logo nas primeiras intervenções, segundo a empresa.
Ao longo dos anos, houve expansão dos pátios Norte e Sul, com 16 novas pontes de embarque e reforma de terminais 1 e 2. A capacidade total passou a 30 milhões de passageiros anuais.
Brasília é hoje visto como hub estratégico para o Brasil e para a região, servindo de laboratório para iniciativas futuras de concessões.
Entre na conversa da comunidade