Nos Estados Unidos, o mercado de imóveis de luxo registrou alta recente, impulsionado pela demanda e por ganhos indiretos de setores ligados à IA. Pesquisadores apontam divisão histórica entre segmentos ricos e o restante da economia.
Segundo a Redfin, o preço médio de venda de imóveis de luxo subiu 3,6%, para US$ 1,39 milhão. Em contrapartida, imóveis não luxuosos cresceram apenas 1,4%, para US$ 377.734. A definição de luxo fica entre os 5% mais caros por região.
Na prática, cidades com maior peso do mercado de luxo mostram variações relevantes. Em São Francisco, as vendas pendentes de luxo subiram 48% em abril ante o mesmo mês de 2025, com preço médio de venda de US$ 6,7 milhões. O resultado indica recuperação intensa no nicho.
Outras cidades também registram aquecimento nesse segmento, ao longo de um quadro geral de alta de juros, inflação e incerteza econômica. Analistas destacam que o impulso vem de lucros ligados ao aumento da eficiência e da adoção de IA no setor financeiro e tecnológico.
A explicação apresentada por especialistas aponta para a afinidade entre tecnologia emergente, demanda por ativos de alto valor e maior capacidade de investimento de compradores endinheirados. O efeito é percebido como uma bifurcação da economia, segundo a leitura de mercado.
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