O governo federal renovou por seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos elétrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD). A medida visa beneficiar o consumidor e fortalecer a indústria automotiva nacional. A decisão envolve o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
O anúncio foi feito pelo ministro Márcio Elias Rosa durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (24). Ele destacou que a cena de veículos elétricos já faz parte da vida urbana e que a medida busca ampliar oferta e empregos no setor.
A renovação entra em vigor a partir de 1º de julho do próximo ano e tem teto de US$ 463 milhões para CKD e SKD. Segundo o ministro, montadoras já instaladas no Brasil devem ampliar produção de veículos híbridos, fortalecendo a cadeia local.
Os CKD manterão alíquota de 14% até o fim de 2026, subindo para 35% em janeiro de 2027. Já os SKD terão tarifa de 35% a partir de julho, conforme o cronograma definido pelo Camex.
A Anfavea criticou a prorrogação das cotas de importação com alíquota zero, afirmando que a medida pode prejudicar fabricantes nacionais, trabalhadores e a indústria de autopeças do país.
Tarifa de importação e impactos
O Gecex manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos. O objetivo é equilibrar estímulos à produção local com a abertura de importações, segundo o governo.
Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil está fortalecendo a indústria automotiva por meio de instrumentos de fomento. Ele reforçou que o país não adotou barreiras indiscriminadas, mantendo espaço para montagem local e importação.
Segundo o ministro, o cronograma de elevação do imposto chegará a 35% para todos os veículos em janeiro do próximo ano. A decisão ocorreu após avaliação de impactos no mercado e na geração de empregos.
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