A curitibana ACOM, empresa de tecnologia para o setor de food service, foca em CMV real, automação e gestão centralizada para redes de restaurantes. O objetivo é reduzir perdas entre o orçamento e o caixa, elevando a eficiência operacional. O crescimento é apresentado como orgânico, com EBITDA acima de 25%.
Eduardo Ferreira, CCO da ACOM, afirma que a gestão tradicional é insuficiente. Ele explica que perguntas como custo real x ficha técnica influenciam a margem. Quando perdas não aparecem na contabilidade, o resultado real fica pior do que o previsto.
A empresa atua desde 2003, com base em Curitiba, e tem cerca de 2.000 operações na carteira. ACOM projeta faturar R$ 24 milhões em 2026, mantendo EBITDA superior a 25% com um ERP específico para o segmento.
O sistema da ACOM cruza dados entre ficha técnica e execução, apontando ineficiências como desperdício, vencimento de estoque ou furtos internos. Em casos reais, a margem pode cair de 35% para 25% sem o monitoramento adequado.
O modelo é SaaS, com cobrança por consumo. O custo médio por CNPJ fica entre R$ 800 e R$ 1.000 por mês, com adicionais conforme plugins. Um grupo de cinco lojas costuma pagar entre R$ 4.000 e R$ 5.000 mensais.
Com 2025 registrado em R$ 19 milhões, a empresa busca crescimento contínuo, com receita anual entre 25% e 30%. ACOM aposta numa expansão orgânica, sem atração de investidores externos, para reforçar presença no Brasil.
O público-alvo são redes com três ou mais unidades, que centralizam compras e gestão. Hoje atende redes de aeroportos, hamburguerias e churrascarias, envolvendo operações de alto volume financeiro.
No futuro, a ACOM avalia mudar o modelo de cobrança, potencialmente passando a remunerar-se pelo desempenho do cliente. Diversos planos já preparam o portfólio para mercados internacionalizados.
Planeja-se ampliar atuação initialmente no Brasil, com foco em São Paulo e Rio de Janeiro, antes de explorar a Europa e os EUA. Dois novos sistemas devem chegar: um mais conversacional com IA e outro voltado a operações menores.
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