Kenta Kon, que assumiu like CEO da Toyota há dois meses, chegou ao posto no dia 1º de abril com meta de otimizar a performance da maior montadora do mundo. O executivo aponta como um dos problemas o portfólio excessivamente amplo da fabricante, defendendo uma linha mais enxuta para elevar a lucratividade.
Segundo Kon, a multiplicidade de variações de modelos sobrecarrega engenheiros. A avaliação é de que áreas sem valor agregado ou atividades pouco eficientes devem ser reavaliadas. A Toyota não confirmou, ainda, quais modelos podem deixar de existir.
LF-ZC, futuro elétrico da Lexus, divisão de luxo, não deve avançar, segundo apuração. Em contrapartida, o Land Cruiser 70 Series, SUV de 42 anos, continua sendo comercializado em mercados como Austrália e Japão, com alterações pontuais para se manter atualizado.
Foco em híbridos e continuidade de combustão
Outra estratégia anunciada pelo CEO é aumentar a produção de veículos híbridos. A Toyota mantém, porém, a oferta de modelos com motores a gasolina, etanol, diesel e as opções elétricas, sem abrir mão de opções tradicionais.
A notícia acontece em meio a números de demanda elevados. A Toyota vendeu mais de 10,5 milhões de carros em 2025, com crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior, mantendo-se pela sexta vez consecutiva como líder global de vendas.
Contexto de mercado e cenário corporativo
Recentemente, a Toyota perdeu o posto de maior empresa japonesa em valor de mercado para SoftBank Group Corp. A busca por investimentos em IA e semicondutores elevou o SoftBank, conhecido por apostas em inovação, ao topo do ranking no Japão. A mudança de liderança na Toyota pode abrir novas oportunidades para a fabricante.
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