A re.green, empresa brasileira de restauração ecológica, e a farmacêutica Novo Nordisk anunciaram a assinatura de um acordo de 20 anos para restaurar áreas degradadas da Amazônia. O projeto prevê a recuperação inicial de 500 hectares em Paragominas, no Pará, com geração estimada de 87.895 créditos de remoção de carbono ao longo do período. A iniciativa ocorre em áreas arrendadas por meio de parceria com proprietários rurais.
A restauração combinará regeneração natural com plantio ativo de espécies nativas da Amazônia. O modelo também prevê manejo sustentável de madeira nativa em até 30% das áreas. O objetivo é recuperar a funcionalidade ecológica da paisagem, favorecer biodiversidade e apoiar a recomposição de recursos hídricos.
O monitoramento do projeto será feito com dados de campo e tecnologias de sensoriamento remoto, segundo as empresas. A parceria visa ainda ampliar cadeias produtivas ligadas à coleta de sementes e produção de mudas nativas, gerando oportunidades econômicas para comunidades locais.
Detalhes do acordo e perspectivas
A iniciativa mira a emissão de créditos de carbono certificados por metodologias internacionais alinhadas aos Core Carbon Principles. A primeira emissão está prevista para novembro de 2031, com verificações periódicas a cada três anos até 2045. A Novo Nordisk associa o projeto à estratégia de responsabilidade ambiental, destacando a importância do Brasil para a estabilidade climática e a segurança hídrica.
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