A Polícia Federal deflagrou na terça-feira a Operação Miragem, que mira diretores, conselheiros e empresas ligadas ao banco Digimais. A ação foi autorizada pela Justiça Federal de São Paulo e resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. Houve ainda bloqueio de bens de até 670 milhões de reais e quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
O Digimais é controlado por Edir Macedo, proprietário da Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A operação é uma ofensiva direta ao núcleo administrativo e às estruturas da instituição financeira envolvida, com interesse de apurar possíveis irregularidades.
A imprensa acompanha o desenrolar desde a deflagração. A defesa do grupo contatado pela Justiça mantém posição de colaboração com as autoridades. O caso coloca em evidência questões sobre governança e transparência no setor financeiro ligado ao conglomerado.
Cobertura inicial e posicionamentos
A Record, que pertence a Macedo, adotou postura defensiva e restringiu o espaço de cobertura sobre o tema. Em dois dos principais telejornais, o assunto foi pouco destacado, com apenas 33 segundos dedicados no Jornal da Record, após leitura de nota oficial do Digimais.
Entretanto, emissoras concorrentes deram mais tempo às informações. O SBT dedicou quase três minutos, Band e RedeTV! aprox. dois minutos e meio cada, enquanto a Globo liderou com média de quatro minutos distribuídos entre seus principais telejornais.
Desdobramentos e impactos da operação
A PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão e autorizou o bloqueio de ativos significativos, além de sigilos bancário e fiscal dos alvos. A ação busca esclarecer irregularidades associadas ao banco Digimais e seus gestores, revelando impactos para instituições vinculadas ao grupo de Edir Macedo.
O caso envolve questões de governança corporativa e a relação entre a instituição financeira e o conglomerado midiático. As investigações seguem para esclarecer responsabilidades, com fontes oficiais mantendo o uso de meios legais para apurar os fatos. Nenhuma conclusão foi anunciada pela Justiça até o momento.
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