OpenAI desenvolveu o Chip Jalapeño, uma peça de hardware customizada para reduzir os custos de infraestrutura no processamento de modelos de linguagem. A parceria principal é com a Broadcom, na criação do ASIC voltado à inferência de grandes modelos de linguagem (LLM).
O projeto difere de aceleradores generalistas ao priorizar o equilíbrio entre computação, memória e rede, visando diminuir a movimentação de dados. A produção envolve também a TSMC (Taiwan) para fabricação, e a Celestica para montagem de placas e racks.
Segundo a OpenAI, amostras de laboratório já executam workloads fronteira, incluindo um modelo não divulgado denominado GPT-5.3-Codex-Spark, com frequência e consumo de energia alinhados a metas de produção. A arquitetura busca utilidade teórica próxima do desempenho real.
O chip, chamado de primeiro “Intelligence Processor”, integra a rede da Broadcom Tomahawk para comunicação em grandes ambientes de data center. A ideia é ampliar a disponibilidade de compute, reduzindo custos de operação de longa duração.
A estratégia de integração vertical envolve software, memória, agendamento de rede e a camada de aplicação, permitindo que a OpenAI otimize a infraestrutura de acordo com seus roadmaps internos. A expectativa é reduzir custos de treinamento e atendimento.
Com o avanço do Jalapeño, a OpenAI busca acompanhar concorrentes que investem em hardware proprietário desde 2015, como a Google com TPUs. A empresa destaca que a produção rápida foi possível graças a uso de modelos próprios na automação de partes do desenho de hardware.
A implantação da nova infraestrutura está prevista para começar até o fim de 2026, com a participação de parceiros como a Microsoft para ampliar a integração em data centers de grande escala. A meta é sustentar o crescimento de usuários e faturamento sem comprometer a eficiência.
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