O bitcoin atingiu a cotação mais baixa em 20 meses, abaixo de US$ 60 mil, na esteira da liquidação em ações de tecnologia. O recuo ocorreu na quarta-feira (24) e levou o ativo a US$ 59.023,11, cerca de R$ 307 mil, conforme o câmbio da hora. Traders veem esse nível como suporte importante nas últimas duas fases do mercado.
A queda dos criptos acompanha a piora nos mercados de ações globais, com maior pressão vinda de apostas para elevação de juros nos EUA. Investidores temem o custo de financiamento mais alto e reduzem a exposição a ativos de maior risco, como tecnologia e criptoativos.
A relação entre ações e criptomoedas, que se manteve estreita nos últimos anos, mostra sinais de tensão. Bitcoin e solana registram quedas de 32% e 47% neste ano, respectivamente, sem recuperação mesmo com períodos de alta no mercado de ações.
Mercados norte-americanos permaneceram instáveis: o S&P 500 caiu 0,10%, o Nasdaq recuou 0,43% e o Dow Jones subiu 0,35%. Bolsas asiáticas também oscilaram, com pressão sobre fabricantes de chips diante do menor apetite por ativos com avaliações altas.
Segundo analistas, a demanda de varejo por criptomoedas segue contida, com muitos investidores buscando volatilidade no setor de IA. Gerry O’Shea, da Hashdex, aponta sentimento fraco e foco em ações ligadas a IA como motivo da pressão.
Não há catalisadores previstos para inverter a tendência de curto prazo no mercado cripto. Enquanto isso, o mercado de capitais dos EUA digere a maior oferta pública da história, a estreia da SpaceX na Nasdaq, anunciada para este mês.
Paralelamente, a legislação regulatória de ativos digitais nos EUA encontra entraves no Senado. O Clarity Act enfrenta oposição de bancos e ainda não conquistou apoio bipartidário suficiente para avançar.
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