O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,9 ponto em junho, para 91,7 pontos, segundo a FGV Ibre. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,6 ponto, para 92,3 pontos.
Analistas destacam que, nos primeiros seis meses de 2026, predomina um pessimismo moderado no ambiente de negócios. A elevação dos preços dos insumos, a partir de março, pressionou o orçamento das obras e contribuiu para o tom negativo, segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV Ibre.
Ainda segundo a especialista, a falta de mão de obra permanece como principal limitante para o crescimento, mas há avanço nas expectativas de demanda para os próximos meses. Ela ressalta que o setor continua operando em ritmo relativamente firme.
Desempenho por componentes
O movimento do ICST em junho foi impulsionado exclusivamente pelo ISA-CST, que caiu 1,7 ponto, para 90,6. O IE-CST manteve-se em 92,9 pontos, apontando estabilidade nas expectativas.
Entre os componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios ficou em 88,8 pontos, com um déficit de 2,2 pontos em relação ao mês anterior. A Carteira de Contratos chegou a 92,6 pontos, apresentando queda de 1,2 ponto.
Nos componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95,0 pontos, em recuo de 0,7 ponto. A Tendência dos Negócios subiu para 90,8 pontos, alta de 0,7 ponto frente a maio.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção caiu 0,4 ponto percentual, para 77,0%. A NUCI de Mão de Obra ficou estável, em 78,7%, enquanto a de Máquinas e Equipamentos caiu para 71,9%.
Entre na conversa da comunidade