Bunkers de luxo ganham espaço entre bilionários diante de temores sobre o fim do mundo. Em destaque, Mark Zuckerberg, dono da Meta, planeja um abrigo no Havaí avaliado em 270 milhões de dólares. A ideia é um refúgio privado para a família ou um grupo pequeno.
Segundo a revista Wired, o bunker de Zuckerberg ocuparia 1,524 km² e incluiria fontes de energia próprias, um grande reservatório de água potável, escotilhas de fuga e portas anti explosão, além de um sistema de segurança robusto.
Mercado de bunkers de luxo
Essas estruturas são apresentadas como proteção contra eventuais catástrofes ambientais, pandemias e disrupções tecnológicas. Empresas como Vivos, Rising S Company, Atlas Survival Shelters e Safe Haven Farms atuam nesse setor, vendendo unidades que variam bastante conforme o tamanho e os itens.
Alguns bunkers são descritos como verdadeiros condomínios subterrâneos, com bares, restaurantes, capela, piscinas e cinema. Outros, chamados de individuais, podem ter pista de boliche, spa e saídas de caverna motorizadas, com resistência a balas.
Exemplos e alcance
As construções variam quanto ao tempo de permanência e local. Em silos de mísseis abandonados, podem abrigar pessoas por até cinco anos. A Vivos, que atua nos EUA, reúne mais de 500 abrigos em um depósito de munições, com capacidade para cerca de 5 mil pessoas.
Na Europa, a empresa mantém 34 residências na Alemanha, em um complexo com teatro, jardins hidropônicos, clínica médica, academia e spa. O Oppidum da República Tcheca começou em 1984 e, com 77 mil m², é considerado o maior abrigo subterrâneo do mundo.
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