A empresária e influenciadora Nathália Rodrigues, a Nath Finanças, tem quase 1 milhão de seguidores no Instagram e atua como educadora financeira. Ela afirma que apostas esportivas compõem o que chama de mercado da desgraça alheia, citando casos de famílias que perderam tudo.
Nath avalia que o problema não é apenas o cidadão, mas a propaganda e a permissão para as plataformas operarem. Ela destaca a responsabilidade das instituições e critica medidas que apenas transferem a culpa para o usuário.
A CEO da edtech Nath Play afirma ter adotado a escala de trabalho 4×3 em sua empresa, após meses de adaptação. A mudança, segundo ela, elevou a produtividade e melhorou a qualidade de vida dos funcionários.
Para a empresária, manter a escala 6×1 seria prejudicial. Ela descreve um modelo com rodízio entre sexta-feira para não haver perda de eficiência, mantendo oito horas diárias de trabalho.
Nath Finanças diz que, embora a prática seja legal, a ética envolve o equilíbrio entre criadores de conteúdo, marcas e público. Ela recebeu uma proposta de cerca de R$ 2 milhões para divulgar bets, porém recusou.
Ela ressalta que muitos influenciadores com menos seguidores promovem apostas para sustento financeiro, mesmo entendendo o caráter moralmente controverso da prática. Segundo ela, a legislação está em conformidade com o acordado pelo presidente.
A empresária defende o fim da escala 6×1 e reconhece avanços no debate público. Em relação ao Senado, afirma que a Câmara aprovou a PEC graças à pressão popular, e que a continuidade depende da mobilização pública.
No contexto da saúde pública, Nath cita o SUS como exemplo de uso de recursos para lidar com o vício em apostas. Ela afirma que o problema transcende classes sociais, atingindo diferentes camadas da população.
O tema das apostas esportivas volta a ganhar espaço na conjuntura política. Segundo Nath Finanças, é necessário ampliar o debate para além das plataformas, envolvendo ações públicas e políticas de prevenção ao vício.
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