A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira, 25, a Operação Lázaro para investigar um esquema fraudulento que teria reativado irregularmente o Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), extinto há mais de 60 anos. A ação envolve 12 mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de alto padrão nos bairros Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
A investigação aponta que um grupo de falsos acionistas teria restabelecido o registro do BCM, encerrado em 1964 por liquidação. A reativação ocorreria após decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à continuidade da instituição financeira. A Polícia Civil afirma que a operação visa reunir documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos para esclarecer a atuação de cada alvo.
Desdobramentos da apuração
O Ministério Público e a polícia apuram se a reativação foi utilizada para dar aparência legítima a uma tentativa de apropriação de um crédito bilionário. O crédito estaria relacionado à desapropriação de uma área de aproximadamente 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes. Os investigadores também analisam possíveis ligações com a distribuição de ativos remanescentes entre acionistas na época.
A apuração aponta ainda possível envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público no esquema. Além dos suspeitos pelo banco, os investigados respondem por fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca e na Zona Sudoeste.
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