A Núclea avança em duas frentes para modernizar a infraestrutura de crédito, pagamentos e arrecadação no Brasil. A duplicata escritural e o split payment devem ampliar confiança, transparência e eficiência nas operações com recebíveis comerciais, com testes assistidos previstos em breve.
A duplicata escritural pretende ampliar a garantia de crédito por meio de um ambiente compartilhado de registros. Assim, recebíveis de bens ou serviços passam a sustentar operações de crédito com maior concorrência entre instituições e menores custos.
O split payment é visto como pilar da reforma tributária, segregando automaticamente tributos na liquidação financeira. O objetivo é reduzir inadimplência e simplificar o recolhimento fiscal, ao mesmo tempo em que aumenta a rastreabilidade.
A Núclea se posiciona como registradora credenciada pelo Banco Central e líder em infraestrutura tecnológica. A empresa participa ativamente do desenvolvimento dessas soluções para o mercado financeiro brasileiro.
Segundo André Daré, CEO da Núclea, o Brasil passa a operar com crédito, pagamentos e dados integrados. O ecossistema proposto promete destravar crédito para fluxo de caixa e investimentos, além de tornar operações mais transparentes.
O mercado de duplicatas movimenta cerca de R$ 11 trilhões por ano, com parte ainda ineficiente como garantia de crédito. A nova arquitetura visa ampliar o crédito disponível e reduzir custos operacionais, elevando a eficiência geral.
Dados da Pesquisa de Duplicatas 2026, realizada pela Núclea em parceria com IBPad e Morê, indicam que 82% das instituições financeiras já planejam adaptar-se à duplicata escritural. 88% acreditam em maior acesso ao crédito como benefício.
Furiato, vice-presidente de Negócios da Núclea, destaca que a interoperabilidade será essencial para o sucesso. A rastreabilidade das notas fiscais e duplicatas reforça a prevenção a fraudes e a análise de operações.
A implementação envolve registradoras, bancos, reguladores e empresas, com eventos recentes reunindo representantes do Ministério da Fazenda, do Banco Central, da Febraban e da ABBC para alinhar desafios operacionais.
No âmbito das soluções, a Núclea concentra hoje 100% do registro e liquidação de boletos bancários no Brasil. Em 2025, cerca de 20 bilhões de boletos foram emitidos, evidenciando o potencial de aumento de eficiência.
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