A Sefer Investimentos, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central nesta sexta-feira (26), tinha atuação relevante no mercado de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Em maio de 2026, a distribuidora administrava 24 FIDCs em operação, de um total de 4.066 fundos no país, segundo levantamento da consultoria Uqbar.
O patrimônio líquido agregado desses FIDCs administrados pela Sefer chega a cerca de R$ 8 bilhões, o que representa 0,9% da indústria de FIDCs, ainda que a participação da distribuidora no Sistema Financeiro Nacional seja bem menor, conforme dados do BC.
O BC justificou a liquidação com o comprometimento da situação econômico-financeira da Sefer, que expôs credores quirografários a risco anormal, além de apontar graves violações às normas que regem a atividade da instituição. A autoridade destaca que houve violação de regras relevantes do ordenamento.
A Uqbar informou que a liquidação implica a suspensão das atividades da Sefer, o que pode levar, nos próximos dias, a avaliação da continuidade dos serviços fiduciários pelos FIDCs administrados e, eventualmente, a substituição da administradora.
Entre os FIDCs sob gestão da Sefer, o City 02 NP aparece como o maior, com patrimônio de cerca de R$ 2,7 bilhões e rendimento de 3,85% neste ano. Criado em outubro de 2022, acumula perda de 84,62% até maio, e investe em créditos não padronizados; possui um cotista, conforme a CVM.
O segundo maior é o Aconcágua NP, com patrimônio de aproximadamente R$ 2,3 bilhões, investindo em ações judiciais e precatórios. O fundo registra rendimento negativo de 33,99% neste ano e quatro cotistas; desde sua criação, em setembro de 2022, a perda acumulada alcança 15,09%, segundo a plataforma Mais Retorno.
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