A CoinEx negou nesta quinta-feira as alegações de que teria atuado como canal para bilhões de dólares em fundos iranianos sancionados. A empresa, sediada nas Seychelles, contestou relatório do The Wall Street Journal baseado na análise da TRM Labs. A conclusão aponta ligações com plataformas no Irã, incluindo Nobitex.
A TRM Labs afirmou que a CoinEx manteve uma conexão estreita com o ecossistema iraniano, incluindo entidades militares, ao longo de anos. Segundo a TRM, a exchange seria a maior contraparte externa da Nobitex, que recebeu sanções dos EUA no início do mês.
Resposta da CoinEx
A CoinEx disse que opera como exchange global, sem laços oficiais com autoridades iranianas ou entidades sancionadas. A empresa afirmou ainda que não há relação entre a atividade de usuários comuns e evasão de sanções.
Segundo a publicação da X, a CoinEx afirmou ter adotado medidas para prevenir abusos: reforço de identificação de usuários iranianos, geolocalização, detecção de transações suspeitas e ação contra contas envolvidas em atividades ilícitas.
Contexto regulatório
Os EUA anunciaram sanções envolvendo Nobitex e outras plataformas, com alegações de financiamento ilegal e evasão de sanções. A TRM informou que, nos últimos sete anos, mais de US$ 3,84 bilhões teriam passado pela CoinEx via uma rede associada à ViaBTC.
A TRM também relatou um suposto esquema de lavagem de dinheiro com duração de um ano, envolvendo US$ 67 milhões vindos do banco central do Irã, por meio de diversas blockchains. A CoinEx afirmou manter atuação responsável e em conformidade com normas internacionais.
Desdobramentos
A matéria aponta que a conectividade entre a CoinEx e entidades iranianas poderia indicar padrões de mercado não autônomos, segundo a TRM. Em resposta, a CoinEx reiterou que não participa de atividades ilícitas e que o fluxo de fundos de usuários não implica nexo com a plataforma.
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