O centro de São Paulo vive uma onda de retrofit impulsionada por incentivos municipais. A Prefeitura destinou R$ 69,5 milhões a 31 projetos de requalificação de edifícios antigos, entre 2023 e 2025, com meta de chegar a R$ 1 bilhão em investimentos até 2027.
Os recursos cobrem até 25% do custo dos projetos, variando conforme finalidade, preservação histórica e impacto social. Entre os beneficiados estão o Edifício Copan e a antiga sede da Telesp, que receberam incentivos para restauração e uso misto.
O programa é complementar ao Requalifica Centro, que oferece isenções de IPTU, ITBI e ISS sem desembolso direto da Prefeitura. A ideia é incentivar a ocupação da região com habitação e atividades comerciais, mantendo o patrimônio.
Copan e outros projetos
O Copan recebeu apoio de R$ 13,4 milhões para a restauração da fachada, tombada desde 1992. O pagamento está dividido em cinco parcelas conforme o andamento das obras, segundo a SMUL.
O Basílio177, antigo Edifício 7 de Abril, lidera a lista de desempenho, oferecendo 102 apartamentos de 31 m² a 53 m² e uma galeria de 3 mil m² no térreo. A obra prevê uma praça de alimentação aberta ao público.
Firenze 342 e outros impactos
O Firenze 342 transformará o edifício de 1950 em 102 apartamentos, com rooftop e áreas de lazer. A entrega está prevista para o início de 2029, mantendo a ideia de convivência entre moradores e comércio.
O mercado de retrofit mostra dinamismo, com foco na preservação de imóveis históricos e geração de moradias. A Loft aponta valorização de 13,1% do metro quadrado na região em quatro anos, com aumento de 16% nas transações.
Perspectivas e críticas
A gestão municipal aponta avanços, mas a execução do programa ainda é contida. A prefeitura detalha que, de todos os editais, apenas parte dos recursos já foi liberada, com previsão de pagamentos vinculados ao avanço físico das obras.
Para a região, especialistas destacam que o retrofit pode reduzir custos de ocupação e melhorar a qualidade de vida, desde que haja equilíbrio entre investimentos públicos e impacto social. A iniciativa busca manter a identidade do centro ao acelerar a ocupação de imóveis subutilizados.
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