A Monkey, fintech de financiamento de cadeias produtivas, projeta movimentar cerca de 100 bilhões de reais em 2026. A expansão internacional e a duplicata escritural são pilares dessa meta, com foco no mercado dos Estados Unidos. O apoio regulatório brasileiro também pode ampliar a demanda.
Fundada em 2016, a empresa opera um marketplace que conecta grandes empresas, fornecedores e instituições financeiras. O modelo funciona como leilão digital, com bancos disputando a compra de direitos creditórios, reduzindo custos de financiamento para o varejo da cadeia.
Desde a sua criação, a Monkey já movimentou 200 bilhões de reais. Em 2026, a fintech mira que metade desse volume seja alcançado, impulsionada pela expansão externa e por novos produtos ligados a recebíveis de cartões.
Expansão internacional
A internacionalização começou pelo Chile durante a pandemia, o que levou a empresa a ajustar estratégias para demais mercados. Adaptar a plataforma foi tão relevante quanto entender as relações de crédito locais.
Hoje a Monkey opera no Chile e no México e atua em quatro projetos nos Estados Unidos. A empresa vê potencial de crescimento moderado no curto prazo e espera que internacional pese cerca de 10% da receita em 2026.
A liderança ressalta que presença local é essencial. A adaptação cultural facilita a atuação em diferentes ambientes de negócios e ajuda a estruturar equipes para atender mercados diversos.
Nova regulação e oportunidade no Brasil
No Brasil, entra em operação assistida a duplicata escritural, com registro eletrônico de recebíveis previsto para julho. A medida aumenta transparência e segurança para negociações com instituições financeiras.
O novo regime amplia o universo de atingidos, incluindo micro e pequenas empresas, com maior capacidade de execução de ativos. Serviços de gestão de recebíveis passam a coexistir com o marketplace já existente.
Com esse conjunto de estratégias, a Monkey projeta consolidar o crescimento em 2026, mantendo o foco na eficiência de crédito e na ampliação do ecossistema de financiamento de cadeias produtivas.
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