A SpaceX abriu o capital na Nasdaq em 11 de junho de 2026, com ações precificadas a US$ 135. No primeiro dia de negociação, a cotação fechou em US$ 160,95, aproveitando a demanda elevada e o baixo volume disponível.
Ao longo de 12 de junho, as ações já registraram alta de 19,22%. O pregão seguinte confirmou o interesse, com a empresa alcançando US$ 2,65 trilhões de valor de mercado na máxima de 16 de junho, antes de recuar.
No entanto, duas semanas após a estreia, as ações passaram por ajustes. Entre 18 e 22 de junho, houve queda de cerca de 23% em dois pregões. Em 26 de junho, o papel encerrou a US$ 153,23, com valorização de 13,5% no período.
ASCENSÃO E RECUO
Mesmo com a queda recente, investidores mantêm foco na posição dominante da SpaceX em lançamentos orbitais reutilizáveis e no transporte de astronautas para o governo dos EUA, ativos centrais do programa espacial norte‑americano.
Levanta-se a hipótese de que a aquisição de títulos de dívida com grau de investimento, anunciada pela empresa, para captar US$ 20 bilhões, aumentou a cautela do mercado diante de novos projetos em IA e expansão da infraestrutura espacial.
O cenário macroeconômico também pesou. A perspectiva de manter políticas restritivas pelo Fed ou elevar juros para controlar a inflação tende a reduzir o apetite por ações de crescimento, segundo analistas. A avaliação global da empresa permaneceu elevada, apoiada pela complementaridade entre IA e aeroespacial.
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