A fintech Robbin captou US$ 108 milhões para ampliar crédito a pequenas empresas, com aporte de US$ 8 milhões e estruturação de um FIDC de US$ 100 milhões. A rodada, anunciada neste ano, visa acelerar desenvolvimento de produtos e a expansão da operação.
Fundada em 2023, a Robbin conecta indústrias, distribuidores e bancos para oferecer crédito no momento da compra. A plataforma usa dados das cadeias produtivas para avaliar risco e liberar limites, reduzindo etapas entre venda e financiamento.
A rodada seed foi liderada por Canary, Atlântico e Caravela, com participação de AB Seed, Norte Ventures e fundos internacionais Clocktower e Tomorrow Capital. CEOs destacam potencial de IA para tornar crédito mais eficiente.
Quem é a Robbin
Leonardo Moura, Henrique Meyer e Tomás Correa são os cofundadores. Moura dirige a empresa como CEO, com experiência em Itaú e captações para grandes empresas. Meyer passou por Itaú BBA, Citi e HSBC; Correa foi cofundador da OpenCo.
A Robbin afirma que o financiamento costuma vir de indústrias e cadeias produtivas, não apenas de bancos. A plataforma utiliza histórico de compras, frequência de relacionamento e comportamento de pagamento para modelar crédito.
O modelo busca liquidar operações em tempo real, com infraestrutura baseada em Pix para pagamentos. A interface já aparece personalizada com a marca do fornecedor quando o cliente acessa o aplicativo.
Como funciona a plataforma
Entre os clientes aparecem empresas como Cantu, Votorantim, Chilli Beans e Malwee. A empresa oferece crédito no ponto de venda, com avaliação de risco em tempo real com IA.
Os recursos recebidos deverão fortalecer tecnologia e desenvolvimento de produtos. O FIDC financiará as operações de crédito geradas pela plataforma e a Robbin continuará operando com uma equipe enxuta.
Planos e próximos passos
A Robbin planeja ampliar a presença entre grandes marcas e alcançar milhões de PMEs, além de levar o modelo para mercados com características semelhantes ao Brasil. A meta inclui levar a solução a outros países.
A empresa destaca que o uso de IA já é aplicado para monitorar transações em tempo real e que há planos de modelos de precificação dinâmica para ajustar custos conforme o risco identificado.
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