A Victorinox investiu 33 milhões de euros para fabricar caixas de relógios na Suíça, em Delémont, desde 2015. A decisão surgiu para reduzir dependência de peças da Ásia e fortalecer o posicionamento de luxo com aço inoxidável. O objetivo é combinar resistência e acabamento de alto nível.
Aos olhos da empresa, o aço 316L é estrela do processo. A maior parte do valor agregado dos relógios é gerada na fábrica, que ocupa mais de 10 mil m². Movimentos também são produzidos na Suíça, com destaque para La Joux-Perret.
A produção começou com a aquisição de uma máquina quase milionária. Karl Kieliger, gerente geral para a América Latina, afirma que é um investimento para o futuro, sem pressão trimestral de resultados.
Aposta pelo aço
O aço inoxidável é usado desde a fundação da Victorinox, há mais de 140 anos, e sustenta o acabamento e a precisão do produto. A fabricação envolve etapas automatizadas e etapas manuais de montagem fina.
Barras de aço AISI 316L entram na linha de usinagem, com moldagem por máquinas japonesas. Cerca de 300 peças saem de cada barra, e parte do aço é reciclado ou reaproveitado no processo.
Processo e qualidade
Robôs verificam medidas e polimento, enquanto salas limpas mantêm ambiente sem contaminação. A montagem final é manual, sob inspeção de câmeras e de analistas, com gravação a laser ao fim.
A capacidade instalada chega a 600 relógios por dia, mas a produção segue a demanda. Na visita, parte da equipe estava de férias, reduzindo o ritmo de fabricação.
Testes de resistência
Após a montagem, os relógios passam pelo menos 80 testes; modelos 100% em aço chegam a 130 provas. O laboratório simula água salgada, UV, calor, suor artificial e agentes de limpeza.
As pulseiras sofrem cinco mil torções, com tração para homologação. Em testes de choque, um pêndulo de 6 quilos avalia a resistência a impactos.
A marca oferece garantia de cinco anos, diferente do padrão de duas a três anos de muitas concorrentes. Kieliger diz que a confiança no produto permite essa política de garantia.
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