Nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, os mercados globais repercutem o conflito entre Israel e Irã e se voltam para o encontro anual de banqueiros centrais em Portugal. Edges de risco e posições de renda fixa movem-se conforme o andamento das negociações no Oriente Médio e as perspectivas de política monetária.
Os contratos futuros do S&P 500 avançam cerca de 0,7%, e o Nasdaq 100 sobe 1,1%, com apoio de ações ligadas à infraestrutura de IA. O Brent opera em torno de US$ 72,50 por barril, após tensões no Estreito de Ormuz, ainda que EUA e Irã tenham concordado em interromper ataques.
O encontro em Portugal é visto como palco para possíveis sinais sobre trajetória de juros. O Fed terá Kevin Warsh pela primeira vez em evento fora dos EUA, elevando o foco em estabilidade financeira e impactos da IA no sistema.
Durante a semana, espera-se também o relatório mensal de empregos dos EUA, que encerra o ciclo de indicadores do mercado de trabalho do mês. Analistas ressaltam que o humor dos mercados pode depender dessas leituras.
A comentarista Andrea Gabellone, da KBC Securities, aponta que a reação atual sugere que o dinamismo da economia americana pode sustentar altas nas bolsas e influenciar outros ativos. Ela vê sinais de continuidade no desempenho.
Entre os destaques da manhã, aparecem ainda: situação no Oriente Médio com a trégua entre EUA e Irã para retomar negociações sobre o Estreito de Ormuz; fluxo de ETFs de bitcoin nos EUA, com saídas que atingem US$ 4,1 bilhões em junho; e queda das ações da Lindt, impactando a percepção de demanda diante da alta do cacau.
As informações são da Bloomberg News. Este artigo não traz opinião, apenas dados e fatos verificados até o momento da publicação.
Entre na conversa da comunidade