O bitcoin iniciou a semana em queda, operando abaixo de US$ 60 mil. O ambiente de aversão ao risco e a combinação de fatores macro pesaram sobre a criptomoeda.
A inflação norte‑americana surpreendeu, com o índice PCE de maio em alta de 4,1% ante o ano anterior. Isso alimentou a expectativa de que o Federal Reserve manterá juros elevados por mais tempo.
Com esse pano de fundo, as apostas em cortes de juros recuaram. O CME FedWatch aponta cerca de 30% de probabilidade de alta na reunião de julho.
Fugas de ETFs e impactos de curto prazo
Os ETFs de bitcoin à vista registraram a sétima semana de saques, com saída líquida de ~US$ 1,79 bilhão. O IBIT, fundo da BlackRock, concentrou cerca de 73% desse volume.
Segundo especialistas, o investidor médio do IBIT acumula perdas próximas de 40% em relação ao preço médio de entrada, sinalizando realização de prejuízos mais forte do que mudança de estratégia.
Após o vencimento de cerca de US$ 10,6 bilhões em contratos de opções na sexta, o bitcoin ficou entre US$ 59 mil e US$ 60 mil durante o fim de semana, com queda semanal de aproximadamente 7%.
Fluxos e visão de longo prazo
Dados on‑chain apontam que grandes carteiras seguem comprando, mesmo com pressão nos ETFs. Investidores de longo prazo continuam adquirindo moeda nesses níveis de preço.
A leitura de alguns analistas aponta divergência entre mercados institucionais, que reduzem exposição via ETFs, e capitais com horizonte mais longo que acumulam ativos abaixo de US$ 60 mil.
No curto prazo, o comportamento dos fluxos após o vencimento das opções e a saída da Binance da União Europeia, prevista para 1º de julho, devem influenciar a dinâmica de preços.
Perspectivas técnicas
O suporte imediato permanece próximo de US$ 58 mil. Para uma recuperação consistente, é necessária a confirmação de fechamento acima de US$ 62,5 mil, currente resistência relevante.
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